Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Pré-requisitos necessários

Reúna os seguintes elementos antes de começar a simulação:

Visão geral do processo em 6 etapas

  1. Coleta de dados da fatura

  2. Mapeamento do consumo anual

  3. Cálculo do custo médio atual

  4. Aplicação da fórmula de simulação do mercado livre de energia

  5. Comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia

  6. Análise de riscos e decisão

Depois dessas seis etapas, o artigo traz também orientações sobre erros comuns, verificação pós-migração e opções para empresas com múltiplas unidades, complementos úteis para quem já decidiu migrar.

Passo 1: colete os dados da fatura

O time de finanças ou de facilities costuma ser responsável por essa etapa. O objetivo é extrair, de cada fatura, os campos que compõem o custo total.

Desde setembro de 2012, a ANEEL exige que TE e TUSD apareçam separadamente na fatura, o que facilita a leitura. Empresas do Grupo A, consumidores de média e alta tensão, são cobradas com base no consumo em kWh e na demanda em kW. A demanda contratada é cobrada mesmo que a capacidade reservada não seja totalmente utilizada.

Passo 2: mapeie o consumo anual

Some o consumo de todos os meses para obter o total anual. No exemplo acima, o consumo anual soma 1.067.000 kWh. Identifique os meses de maior e menor consumo, essa sazonalidade é relevante para dimensionar o contrato no mercado livre de energia e evitar desvios que gerem custos adicionais.

Calcule a média mensal de consumo dividindo o total anual por 12. No exemplo: 1.067.000 ÷ 12 = 88.917 kWh/mês. Esse número será usado nas etapas seguintes.

Passo 3: calcule o custo médio atual

O custo médio mensal no mercado cativo é a soma de todos os custos totais do período dividida por 12:

Custo médio mensal = Σ Custo total (12 meses) ÷ 12

Usando os dados do exemplo: R$ 585.120 ÷ 12 = R$ 48.760/mês.

Calcule também o custo médio por kWh como referência de comparação:

Custo médio por kWh = Custo médio mensal ÷ Consumo médio mensal

No exemplo: R$ 48.760 ÷ 88.917 kWh = R$ 0,548/kWh.

Esse valor inclui TE, TUSD, encargos setoriais, tributos e bandeiras tarifárias, os componentes que formam o custo real da energia industrial no Brasil.

Valide seus cálculos com um especialista da Serena Energia e receba uma projeção personalizada com base nas suas faturas reais.

Passo 4: aplique a fórmula de simulação do mercado livre de energia

No mercado livre de energia, os custos se dividem em duas partes. A empresa paga a TUSD à distribuidora local pelo uso da rede e negocia o preço da energia diretamente com o fornecedor escolhido. A fórmula de simulação é:

Custo Livre = (Consumo kWh × Preço Energia Negociado R$/kWh) + (Demanda kW × TUSD R$/kW) + Tributos

Os tributos, PIS, COFINS e ICMS, incidem sobre ambos os componentes e variam por estado. Para uma simulação inicial, aplique as alíquotas da sua fatura atual. O exemplo abaixo considera um preço negociado hipotético de R$ 0,28/kWh, demanda contratada de 200 kW e TUSD de R$ 19,00/kW, com tributos estimados em 25%. O preço de energia negociado varia conforme prazo do contrato, volume e condições de mercado.

Passo 5: compare cenários cativo x livre

A comparação direta entre os dois custos calculados revela o potencial de economia. O resultado real depende do perfil de consumo, do prazo do contrato e das condições de mercado no momento da contratação.

Peça uma simulação detalhada com os preços atuais do mercado livre de energia para o seu perfil de consumo.

Passo 6: analise riscos e flexibilidade contratual

Antes de decidir pela migração, avalie os seguintes fatores:

Erros comuns ao simular e como evitar

Quatro erros frequentes comprometem a precisão da simulação:

  1. Usar apenas 1 ou 2 meses de fatura: períodos curtos não capturam sazonalidade. Use sempre 12 meses completos para obter uma base representativa.

  2. Ignorar a demanda contratada: o custo da TUSD incide sobre a demanda em kW, não apenas sobre o consumo em kWh. Omitir esse componente subestima o custo no mercado cativo e distorce a comparação.

  3. Não incluir tributos na simulação do mercado livre de energia: PIS, COFINS e ICMS incidem sobre os dois componentes da fatura no mercado livre de energia. Simular apenas o preço da energia negociada sem tributos gera uma economia fictícia.

  4. Desconsiderar o desvio de consumo: se o consumo real diferir do contratado além da faixa de flexibilidade, o custo de liquidação no PLD pode reduzir ou eliminar a economia projetada. Analise a variação histórica mês a mês antes de definir o volume a contratar.

Checklist de validação antes de fechar a simulação

Como verificar os resultados após a migração

Depois de concluída a migração, o acompanhamento mensal confirma se a simulação se traduziu em economia real. Na primeira fatura após a migração, compare o custo total pago, fatura da geradora mais fatura da distribuidora, com o custo médio mensal calculado no Passo 3. Os indicadores a acompanhar mensalmente são:

Uma revisão trimestral permite identificar tendências de consumo, ajustar projeções e avaliar se o contrato vigente continua adequado ao perfil operacional da empresa. A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia e previsão de consumo, o que facilita esse acompanhamento.

Opções avançadas para empresas com múltiplas unidades

Depois de validar a economia com uma unidade, empresas com operações maiores podem ampliar o ganho agregando volumes e formalizando compromissos de sustentabilidade. Empresas com várias unidades consumidoras podem agregar os volumes de consumo para negociar contratos com condições mais competitivas. Essa agregação também permite padronizar o processo de migração e centralizar a gestão energética em um único parceiro.

Para equipes de ESG e sustentabilidade, o mercado livre de energia oferece uma via direta para zerar as emissões de Escopo 2. Contratos com energia renovável certificada por I-REC recebem fator de emissão zero pelo método market-based do GHG Protocol e são aceitos por CDP, GRI, SBTi e ISO 14001 como evidência auditável de consumo renovável. Esse selo costuma ser um requisito relevante para relatórios de sustentabilidade, e o custo de emissão dos certificados, R$ 0,19 por MWh no formato padrão, já vem incluído no preço em muitos contratos varejistas, sem custo adicional explícito.

A Serena Energia fornece I-RECs para cada MWh consumido, permitindo que a empresa comprove em relatórios de sustentabilidade que seu consumo é 100% renovável, sem necessidade de instalar equipamentos próprios de geração.

Perguntas frequentes

Minha empresa pode migrar para o mercado livre de energia?

Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, o Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não existe consumo mínimo obrigatório. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

Quanto tempo leva o processo de migração?

O processo regulatório leva seis meses, prazo exigido para encerramento do contrato com a distribuidora atual. A Serena Energia conduz todas as etapas, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e comunicação com a distribuidora, sem custo adicional ao cliente.

O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos do que contratou?

Os contratos preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado, com liquidação ao PLD para o consumo que exceder essa faixa, conforme detalhado no Passo 6. Por isso, analisar a variação histórica de consumo dos 12 meses anteriores é fundamental antes de definir o volume a contratar. A Serena Energia acompanha o consumo mensalmente e orienta ajustes quando necessário.

Existem custos extras na migração?

Para clientes sob gestão da Serena Energia, a migração gerenciada, a consultoria energética e a adequação do sistema de medição são realizadas sem custo adicional. Os custos regulatórios obrigatórios, como a adesão à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), são assumidos pela Serena Energia no modelo varejista.

O que são I-RECs e por que são relevantes para a minha empresa?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova que 1 MWh de energia foi gerado por fonte renovável e injetado na rede. Com ele, a empresa pode declarar consumo de eletricidade 100% renovável em relatórios de sustentabilidade, atendendo a exigências de CDP, GRI, SBTi e outros frameworks. A Serena Energia emite I-RECs para cada MWh consumido pelos seus clientes, sem necessidade de instalação de equipamentos próprios.

Conclusão

Com as seis etapas deste guia, qualquer empresa do Grupo A tem condições de realizar uma simulação fundamentada usando dados reais das próprias faturas. O processo parte da coleta estruturada de 12 meses de consumo, passa pelo cálculo do custo médio atual, aplica a fórmula do mercado livre de energia com preço negociado, TUSD e tributos, e chega a uma comparação objetiva entre os dois cenários.

A simulação não substitui uma análise técnica personalizada, mas fornece a base para uma decisão informada. Empresas que já realizaram esse processo e migraram com um parceiro experiente registraram reduções relevantes nos seus custos de energia, além de previsibilidade orçamentária que o mercado cativo não oferece.

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas e oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia com energia 100% renovável certificada por I-RECs, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Descubra, com nossos consultores, quanto sua empresa pode economizar com base nas suas faturas reais.

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