Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Pré-requisitos

O processo começa com a organização das informações e o envolvimento das áreas certas da empresa.

Documentos e dados necessários: faturas de energia dos últimos 12 meses, perfil de consumo mensal em kWh, demanda contratada atual e histórico de picos de demanda.

Áreas internas envolvidas: financeiro ou controladoria para avaliar o impacto no P&L, operações ou facilities para garantir continuidade do fornecimento e adequação técnica e, quando aplicável, ESG ou sustentabilidade para alinhamento com metas de descarbonização.

Condição técnica fundamental: a empresa precisa estar enquadrada no Grupo A, conectada à rede em média ou alta tensão. Não há requisito de consumo mínimo para migrar para o mercado livre de energia, basta pertencer ao Grupo A.

Condições operacionais: o sistema de medição da unidade consumidora precisa ser adequado para medição horária. A Serena Energia conduz essa etapa sem custo adicional para o cliente.

Visão geral do processo

A conversão de custos fixos em variáveis segue quatro fases principais, que se conectam de forma sequencial.

Fase 1: diagnóstico: mapear os principais centros de custo fixo, priorizar os de maior impacto no orçamento e com maior potencial de flexibilização.

Fase 2: planejamento: definir as alavancas que serão acionadas, como energia, tecnologia e mão de obra, além do cronograma de implementação e dos responsáveis internos.

Fase 3: implementação: executar as mudanças contratuais e operacionais, com destaque para a migração para o mercado livre de energia, que segue um processo regulatório de seis meses.

Fase 4: monitoramento: acompanhar indicadores financeiros e operacionais para verificar a efetividade das mudanças e identificar ajustes necessários.

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Guia passo a passo

Passo 1: verificar a elegibilidade e analisar o perfil de consumo de energia

O processo começa com a confirmação de que a empresa está no Grupo A, em média ou alta tensão, e com a reunião das faturas dos últimos 12 meses. A análise do consumo mensal em kWh mostra sazonalidades, picos de demanda e o potencial de economia no mercado livre de energia. Essa análise serve de base para a escolha do tipo de contrato mais adequado.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Passo 2: escolher uma comercializadora e solicitar estudo de viabilidade

A escolha de uma comercializadora com geração própria e histórico consistente reduz riscos na migração. A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criada nas Américas, realiza o estudo de viabilidade sem custo, projetando a economia esperada com base no perfil de consumo da empresa. Empresas do Grupo A que migram para o mercado livre de energia podem alcançar reduções de até 20% em relação ao mercado regulado, dependendo do perfil de consumo e das condições de contratação.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

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Passo 3: fechar o contrato de energia

No modelo varejista do mercado livre de energia, o cliente não compra um volume fixo de energia, ele define o preço que pagará pela energia consumida. No final de cada mês, a fatura é calculada multiplicando o preço contratado pelo consumo realizado. Essa estrutura transforma a energia de um custo fixo em um custo variável, diretamente proporcional à produção ou operação da empresa. Os contratos costumam ter prazo de cinco anos, o que traz previsibilidade de preço ao longo do período.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Passo 4: conduzir o processo de migração

A migração envolve o registro da empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a notificação à distribuidora local e a adequação do sistema de medição. Essas etapas seguem o cronograma regulatório mencionado anteriormente. A Serena Energia assume integralmente esse processo, incluindo a instalação dos equipamentos de medição, sem custo adicional para o cliente.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Passo 5: complementar com outras alavancas de variabilização de custos

A estruturação da energia abre espaço para acionar outras frentes em paralelo. A migração de infraestrutura de TI para modelos SaaS e cloud é um exemplo claro: empresas brasileiras que adotam cloud computing com base no perfil operacional podem reduzir custos de infraestrutura entre 30% e 50% no médio prazo, convertendo investimentos fixos em despesas operacionais proporcionais ao uso. A remuneração variável por desempenho e a terceirização de funções não essenciais seguem a mesma lógica e substituem estruturas fixas por custos que acompanham o volume de negócios.

Passo 6: monitorar e ajustar continuamente

O acompanhamento mensal dos resultados permite comparar os custos atuais com o período anterior à migração, identificar desvios de consumo e acionar ajustes contratuais quando necessário. A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparativo entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.

Erros comuns e solução de problemas

Os erros mais frequentes na migração para o mercado livre de energia podem ser evitados com planejamento antecipado e alinhamento entre finanças, operações e jurídico.

Erro frequente Como corrigir
Iniciar o processo sem reunir 12 meses de faturas Solicitar o histórico completo à distribuidora antes de qualquer análise de viabilidade
Subestimar o prazo de seis meses da migração Iniciar o processo o quanto antes, para que a economia comece assim que o cronograma regulatório for concluído
Não envolver operações na decisão Incluir o gerente de planta ou facilities desde a fase de diagnóstico para alinhar requisitos técnicos
Confundir as duas faturas do mercado livre de energia com aumento de custo Entender que a fatura da distribuidora, uso da rede, e a fatura da comercializadora, energia, somadas resultam em custo total inferior ao do mercado regulado
Migrar para cloud sem critério de seleção do modelo Avaliar SaaS para aplicações de negócio, como CRM e ERP, e IaaS apenas para sistemas legados críticos, conforme recomendado para o contexto brasileiro

Uma checklist de validação por etapa reduz retrabalho: confirmar elegibilidade, reunir documentação, validar o estudo de viabilidade com o financeiro, alinhar cronograma com operações e revisar o contrato com o jurídico antes da assinatura.

Verificação de resultados

A confirmação dos resultados vem de indicadores objetivos, que mostram o efeito da migração no custo e na operação.

Indicadores financeiros: custo de energia por unidade produzida, em R$/MWh ou R$/unidade, variação do custo de energia em relação ao consumo realizado e comparativo mensal entre o custo no mercado livre de energia e a projeção do que seria pago no mercado regulado.

Indicadores operacionais: continuidade do fornecimento, já que a distribuidora local permanece responsável pela entrega física da energia, conformidade do sistema de medição e regularidade dos registros na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Periodicidade de revisão: mensal para consumo e faturamento, semestral para revisão contratual e projeção de demanda e anual para avaliação de metas ESG e emissão de I-RECs.

As principais ferramentas de monitoramento incluem o painel digital da Serena Energia e relatórios de sustentabilidade com os Certificados de Energia Renovável, I-RECs, emitidos para cada MWh consumido.

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Opções avançadas

Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem consolidar a gestão energética em um único contrato, o que simplifica o acompanhamento e amplia o poder de negociação. A Serena Energia atende empresas em todo o Brasil, com gestão centralizada por meio de plataforma digital.

Organizações com metas públicas de sustentabilidade podem combinar o mercado livre de energia com a emissão de I-RECs e créditos de carbono para zerar as emissões de Escopo 2 e avançar na neutralização de outras fontes de emissão. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Temas relacionados para aprofundamento incluem gestão de demanda energética, eficiência energética industrial e estratégias de descarbonização corporativa em Escopos 1, 2 e 3.

FAQ

Qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?

Sim. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não há consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

Quanto tempo leva o processo de migração?

O processo segue um cronograma regulatório de seis meses, prazo necessário para encerrar o contrato com a distribuidora atual e concluir o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). A Serena Energia conduz todas as etapas sem custo adicional para o cliente. Por isso, iniciar o processo o quanto antes é fundamental para antecipar a economia.

A migração representa algum risco para a continuidade operacional?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local permanece responsável pela entrega física da energia, os fios, postes e a qualidade da rede não mudam. A única diferença está em quem vende a energia para a empresa. A Serena Energia também assume a instalação dos equipamentos de medição necessários, sem custo adicional.

Como a energia se torna um custo variável no mercado livre de energia?

No modelo varejista do mercado livre de energia, o cliente fecha um preço por MWh e paga exatamente pelo que consumir. Se a operação reduz o ritmo, o custo de energia cai na mesma proporção. No mercado regulado, a demanda contratada gera encargos mesmo quando o consumo é menor. O resultado no mercado livre de energia é um custo de energia diretamente atrelado ao volume de atividade da empresa.

O que são I-RECs e por que são relevantes para empresas com metas ESG?

O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova, de forma auditável, que determinada quantidade de energia foi gerada por fonte renovável. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC correspondente. Esse documento tem reconhecimento internacional e permite que a empresa declare consumo de energia 100% renovável em relatórios de sustentabilidade, atendendo a exigências de investidores, reguladores e cadeias de fornecimento globais.

Encerramento

A conversão de custos fixos em variáveis segue etapas claras e produz resultados mensuráveis. Para empresas do Grupo A, consumidoras de média e alta tensão, a migração para o mercado livre de energia é a alavanca de maior impacto financeiro e operacional disponível, pois transforma a energia de um encargo fixo e pouco previsível em um custo proporcional ao consumo real, com preço acordado antecipadamente e sem as oscilações das bandeiras tarifárias do mercado regulado.

Com mais de 17 anos de história, a Serena Energia conduz todo o processo de migração, da análise de viabilidade à gestão contínua, sem custo adicional para o cliente. Essa abordagem permite que a empresa direcione seus recursos para o crescimento do negócio. Clientes como Heineken, Cargill e Bayer já percorrem esse caminho com a Serena Energia.

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